Avulso #30
Publicado em Avulso with tags Apito Final, Escutas, FC Porto, Liga de Clubes, Luís Filipe Vieira, Pinto da Costa, Ricardo Costa às Maio 9, 2008 por Teixeira6 pts de penalização ao FC Porto.
Afinal, a decisão de não dar importancia à contratação de Jankauskas porque estariam mais preocupados em meter “gente” na Liga e nos orgãos de decisão desta, passaram a fazer sentido em 2008.
Ainda estou para “entender” o porquê de alguns protagonistas das escutas da PJ não estarem incluidos nestas penalizações.
As escutas do processo Apito Dourado revelam que Luís Filipe Vieira, presidente do Benfica, se envolveu directamente na escolha do árbitro do jogo das meias-finais da Taça de Portugal da época de 2003/2004 em que o Benfica ganhou ao Belenenses por 3-1. Esse jogo foi arbitrado por João Ferreira, de Setúbal, na sequência da nomeação acertada num telefonema entre Valentim Loureiro e o presidente dos encarnados. Nessa conversa, Luís Filipe Vieira começa por se queixar pelo facto de o árbitro nomeado para o jogo já não ser Paulo Paraty, conforme havia sido anunciado por Pinto de Sousa, à data presidente do Conselho de Arbitragem da Federação, a um advogado com ligações ao Benfica.
A discussão foi acesa, com Valentim a esforçar-se por apaziguar os ânimos do dirigente e sugerir-lhe nomes de árbitros para substituir Paraty. Vieira, que diz não ter “preferência” por “ninguém”, acaba por recusar o nome de quatro internacionais - “não me dá garantias”, disse de alguns deles. A solução acabou por ser João Ferreira.
As escutas telefónicas estão apensas ao processo principal do Apito Dourado, mas Cunha Vaz, responsável pelo gabinete de imprensa do Benfica, negou a sua existência. “O sr. Luís Filipe Vieira nunca falou com Valentim Loureiro por causa dos árbitros da Taça. Isso é mentira, até porque quem os nomeava era a Federação. O Benfica nunca escolheu qualquer árbitro”, assegurou. Valentim Loureiro, por sua vez, não se disponibilizou para prestar qualquer esclarecimento.
Vieira irritado ao telefone
15 de Março de 2004. Paulo Paraty tinha arbitrado o jogo do Belenenses-Nacional para o campeonato. Por esse motivo, não podia ser indicado para o jogo da Taça, que ocorreria dois dias depois, obrigando Pinto de Sousa, que, à data, liderava o Conselho de Arbitragem, a procurar outra opção. Pinto de Sousa tentaria contactar Vieira para justificar a mudança, mas o dirigente benfiquista deixou de lhe atender o telefone, o que acabaria por levar Valentim Loureiro a envolver-se num jogo que estava fora da alçada da Liga.
“Disseram-me que era o Paulo Paraty o árbitro… Agora dizem-me à última hora, vêm-me dizer que já não pode ser o Paulo Paraty por causa do Belenenses”, lamentava-se Vieira a Valentim, enquanto respondia às sugestões dadas por este. “Não quero Lucílio nenhum! (…) O António Costa?! F… Isso é tudo Porto! (…) O Duarte, nada, zero! (…) O Proença também não quero!”.
Só o nome de João Ferreira agradou ao presidente do clube da Luz. “O João pode ser”, disse, depois de conhecer os candidatos possíveis. A lista era reduzida, porque Pinto de Sousa considerava que o jogo tinha de ser apitado por um árbitro internacional e havia-o dito a Vieira e a Valentim Loureiro.
Nesta conversa com o presidente da Liga, Luís Filipe Vieira estava visivelmente irritado. E confessou a Valentim Loureiro que tinha sido informado de que o árbitro seria Paulo Paraty duas ou três semanas antes. O nome agradava-lhe e a sua substituição foi atribuída a uma manobra do FC Porto, cujo presidente, Pinto da Costa, “controlava tudo”, na opinião de Luís Filipe Vieira. No entendimento do dirigente benfiquista, Pinto da Costa decidira até que quem arbitraria o Braga-Porto, também para as meias-finais da Taça, seria Bruno Paixão. “O Bruno Paixão, em Gil Vicente, eu estendi-lhe a mão para o cumprimentar, não me cumprimentou! Como é que esse gajo [Pinto de Sousa] vai nomear esse gajo para apitar?”, perguntava Luís Filipe Vieira, não escondendo a indignação e deixando clara a ameaça: “Eu não sou como o Dias da Cunha. (…) Eu vou [à RTP] fazer alguns alertas para o futebol português”.
Pinto de Sousa explica-se
Minutos depois, um novo telefonema de Valentim Loureiro a Pinto de Sousa é revelador. O segundo desculpa-se ao presidente da Liga por não ter indicado Paulo Paraty. Este árbitro havia sido sorteado para o jogo da Liga, também com o Belennenses, o que o levou a aceitar a indicação de Vieira e nomear João Ferreira para a Taça.
Ainda na mesma conversa, Pinto de Sousa conta a Valentim que a promessa de que Paulo Paraty seria o escolhido tinha sido feita inicialmente a JOÃO RODRIGUES (um advogado com ligação ao Benfica), duas ou três semanas antes. Mas assegurou que a nomeação para o campeonato acontecera apenas porque se tinha esquecido de avisar Luís Guilherme, o responsável pela gestão da arbitragem para os jogos da Liga.
Sobre a possibilidade levantada por Luís Filipe Vieira de que o Porto teria escolhido o árbitro para a sua própria meia-final, Pinto de Sousa desmentiu-o. E explicou: “Foi um pedido do Salvador (presidente do Braga). Não indicar nem o Olegário, nem o António Costa”.
Partes das escutas telefónicas onde é interveniente Luís Filipe Vieira. Os seus interlocutores são Valentim Loureiro e Pinto de Sousa
Luís Filipe Vieira (LFV) - Eu não quero entrar mais em esquemas nem falar muito… (…)
Valentim Loureiro (VL) - Eu penso que ou o Lucílio… o António Costa, esse Costa não lhe dá… não lhe dá nenhuma garantia?
LFV - A mim?! F.., o António Costa? F… Isso é tudo Porto!
VL - Exacto, pronto! (…) E o Lucílio?
LFV - Não, não me dá garantia nenhuma o Lucílio!
VL - E o Duarte?
LFV - Nada, zero! Ninguém me dá!… Ouça lá, eu, neste momento, é tudo para nos roubar! Ó pá, mas é evidente! Mas isso é demasiado evidente, carago! Ó major, eu não quero nem me tenho chateado com isto, porque eu estou a fazer isto por outro lado. (…)
VL - Talvez o Lucílio, pá!
LFV - Não, não quero Lucílio nenhum! (…)
VL - E o Proença?
LFV - O Proença também não quero! Ouça, é tudo para nos f…!
VL - E o João Ferreira?
LFV - O João… Pode vir o João. Agora o que eu queria… (…) Disseram que era o Paulo Paraty o árbitro… O Paulo Paraty! Agora, dizem-me a mim, que não tenho preferência de ninguém (…) à última hora, vêm-me dizer que já não pode ser o Paulo Paraty, por causa do Belenenses.
Pinto de Sousa - A única coisa que eu tinha dito ao JOÃO RODRIGUES é o seguinte… É pá, há quinze [dias] ou três semanas, ele perguntou-me: “Quem é que você está a pensar para a Taça?”… Eu disse: “Estou a pensar no Paraty”…
VL - Bem, o gajo está f… (…) O Paraty então não consegues, não é?
PS - O Paraty não pode ser. (…) Até para os árbitros restantes, diziam assim: “É pá, que diabo, este gajo tem tantos internacionais e não tem mais nenhum livre, pá?!”. (…)
VL - Eu nem dá para falar muito ao telefone, que ele começa para lá a desancar. (…) Mas qual é o gajo que o Porto não quer?! O Porto quere-os todos, pá! Qualquer um lhe serve!
PS - É… Por acaso é verdade…
VL - O Porto quer lá saber disso!
PS - Se é o Lucílio… Se fosse o Lucílio, era o Lucílio, se fosse o António Costa, era o António Costa…
VL - Ao Porto qualquer um serve!
Avulso #29
Publicado em Avulso with tags Ericksson, SL Benfica às Maio 7, 2008 por TeixeiraEriksson no Benfica?
Parabéns…
São precisas explicações da minha parte?
Poderei dar explicações, mas primeiro deixem-me abrir esta garrafita de champanhe - estamos a falar da extrema unção do “maior” clube do Universo e quiçá da Europa…
Actualização ↓
SVEN-GORAN ERIKSSON
Data de nascimento: 05/02/1948 (60 anos)
Local de nascimento: Torsby (Suécia)
Carreira de treinador: Degefors IK(1977-78), IFK Gotemburgo (1979-82), Benfica (1982-84/89-92), Roma (1984-87), Fiorentina (1987-89), Sampdória (1992-97), Lázio (1997-01), Inglaterra (2001-06), Manchester City ( 2007-08 )
PALMARÉS: Campeão da Suécia (1981, 1982), Vencedor da Taça da Suécia (1979, 1982), Vencedor da Taça UEFA (1982), Campeão de Portugal (1982/83, 1983/84, 1990/91), Vencedor da Taça de Portugal (1982/83), Vencedor da Supertaça Cândido de Oliveira (1989/90), Finalista da Taça dos Campeões Europeus (1989/90), Finalista da Taça UEFA (1982/83), Campeão de Itália (1999/00), Vencedor da Taça de Itália (1985/86, 1993/94, 1997/98, 1999/00), Vencedor da Supertaça de Itália (1997/98, 1999/00), Vencedor da Taça das Taças (1998/99), Vencedor da Supertaça europeia (1999)
Os restaurantes da Costa do Estoril agradecem. Se eu fosse sueco também gostava de viver a reforma em Portugal.
Posto de Escuta #12
Publicado em Posto de Escuta with tags Parov Stelar às Maio 2, 2008 por TeixeiraAvulso #28
Publicado em Avulso with tags 1 de Maio, Dia do Trabalhador, Portugal, Precariedade Laboral, Recibos Verdes às Maio 1, 2008 por Teixeira12 anos de trabalho.
12 anos a recibos verdes.
Avulso #27
Publicado em Avulso with tags Capitalismo, Karl Marx, ONU às Abril 29, 2008 por TeixeiraONU adverte para subida de 40% no preço dos alimentos.
É altura de declararem a falência do capitalismo e a base que o sustenta - a especulação.
Volta Karl Marx, estás perdoado…
Avulso #26
Publicado em Avulso with tags CNAD, Mário Jardel, Sporting CP às Abril 29, 2008 por TeixeiraOs blogues dos outros #5
Publicado em Os blogues dos outros with tags José Maria Martins às Abril 29, 2008 por TeixeiraJosé Maria Martins
Blogue do advogado José Maria Martins
“O Presidente da República parece estar preocupado com o “alheamento” dos jovens pela Política.
A razão é fácil de encontrar. Os jovens entendem a Política como a Arte da Mentira como a Arte da manutenção do “status quo”, dos corporativismos, a Arte de preservar os tachos, de manter os esquemas de corrupção, de tráfico de influências.
A uma grande percentagem dos jovens portugueses está reservado o destino que estava aos portugueses nas décadas de 1950, 1960, 1970: A EMIGRAÇÃO.
Os jovens sabem isso.
A “geração dos 500 euros” como disse um jovem deputado na AR, ontem dia 25 de Abril , é a geração dos que têm de emigrar para Espanha, para o Reino Unido(…)”
♣♣♣♣
4/5
→ José Maria Martins
Avulso #25
Publicado em Avulso with tags Alberto Gonçalves, SL Benfica às Abril 27, 2008 por TeixeiraAS CASAS DO ARTISTA
Que se saiba, os benfiquistas teimam em assistir aos jogos e em pedir a demissão do presidente. Não admira que andem amargurados. O ideal seria esquecerem de vez os jogos e darem ao presidente um mandato vitalício. É verdade que não percebo de bola, mas os futebolistas do Benfica percebem ainda menos, e a prova são as sucessivas humilhações nos estádios. Já o desempenho do presidente fora deles entusiasma até um leigo. Infelizmente, não beneficia de transmissão televisiva.
Eu, por exemplo, precisei do filme amador cedido por um amigo para contemplar a visita de Luís Filipe Vieira a uma Casa do Benfica na província, evento que, dizem-me, se repete regularmente. Num certo sentido, cada evento desses é irrepetível: não há mais nada assim.
A coisa começa com a chegada do sr. Vieira, de um moço com uma águia e de um pequeno séquito de fiéis a uma localidade indistinta, onde são aguardados por um séquito maior. Em seguida, o cortejo desfila pelas ruas do povoado até à autarquia, que organiza uma sessão solene e concede ao sr. Vieira subidas homenagens. O sr. Vieira faz um discurso. Depois, o bando regressa à rua e, em algazarra, aponta a marcha no sentido da Casa do Benfica local. Na Casa, descerra-se uma placa e o sr. Vieira faz um discurso. De novo na rua, o cortejo dirige- -se a um restaurante, cenário de elaborado ritual: os fiéis entram primeiro, de modo a receberem o sr. Vieira aos gritos de “Glorioso SLB, glorioso SLB”. Mal a sala se enche, o sr. Vieira penetra-a e faz um discurso. Ao lado, uma banca vende bugigangas do clube. No fim do repasto, o sr. Vieira dispõe-se a autografar as bugigangas e, com sorte, faz um discurso.
Não sei como classificar isto. Sei que não me deslumbrava tanto desde que ouvi Pinto da Costa recitar José Régio. Ou José Régio recitar Pinto da Costa. Importa é que o sr. Vieira possui em excesso aquilo que falta à equipa de futebol: a capacidade de empolgar as massas. Logo que os adeptos atentem no que realmente conta, o Benfica continua a ser um espectáculo. O palco e os artistas é que mudaram.
As imagens também falam #8
Publicado em As imagens também falam with tags 25 de Abril 1974, Revolução dos Cravos às Abril 25, 2008 por TeixeiraAvulso #24
Publicado em Avulso with tags E-mail às Abril 24, 2008 por TeixeiraRecebi via e-mail:
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Immigration at the airport…
Immigration officer: Your name please?
Traveler: Batman
Immigration officer: Your real name, please?
Traveler: My name is Batman
Immigration officer: Are you trying to be funny?! What’s your surname?
Traveler: Suparman
Immigration officer: Arrest him!!!
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Avulso #23
Publicado em Avulso with tags Alberto João Jardim, Madeira, Portugal, PSD às Abril 23, 2008 por TeixeiraUm “Jardim” no continente?
Que se lixem as flores! Livra!
Actualização
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Aparentemente, Jardim apoia o regresso de Santana Lopes. É a aposta do PSD na comprovada falta de memória dos portugueses.
Avulso #22
Publicado em Avulso with tags Jorge Ribeiro, Makukula, Rúben Amorim, SL Benfica às Abril 23, 2008 por TeixeiraO que têm em comum, Makukula, Jorge Ribeiro e Rúben Amorim?
Não são os penalties que os dois primeiros falharam contra o Benfica. Mas podia ser.
*Rúben Amorim ainda vai a tempo de somar mais uma coincidência.
TV Tasca #9
Publicado em TV Tasca with tags Açores, Eduardo Mourato, Portugal, The Blue Ocean às Abril 22, 2008 por TeixeiraAs imagens também falam #7
Publicado em As imagens também falam with tags Earth Day às Abril 22, 2008 por Teixeira“N-iceberg”, Jen-Gesser (The Sun)
TV Tasca #8
Publicado em TV Tasca with tags Boards of Canada, Earth Day às Abril 22, 2008 por TeixeiraPosto de Escuta #10
Publicado em Posto de Escuta with tags The Black Keys às Abril 21, 2008 por TeixeiraAvulso #20
Publicado em Avulso with tags FC Porto, SL Benfica às Abril 20, 2008 por Teixeira“Não fomos humilhados”(…)”estavam muitos benfiquistas quando saimos do hotel, isso prova que somos muito grandes(…)”O campeonato vai começar agora…”
Fernando Chalana
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